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Produtores do projeto Leite Seridó comemoram o nascimento dos primeiros bezerros de IATF

Atualizado: 27 de mai.



No sítio Lagoa da Serra, a pequena Rhyane acompanha de perto os bezerros.


O nascimento dos primeiros bezerros, frutos de inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) do   projeto Leite Seridó, é um marco para os produtores que integram essa iniciativa executada pelo Instituto BioSistêmico (IBS), com o apoio de recursos financeiros da Fundação Zoetis e do Sebrae/RN. Os primeiros nascimentos foram registrados a partir do mês de março deste ano, representando um passo significativo no processo de melhoramento genético dos rebanhos na região do Seridó, no Rio Grande do Norte.


Antes de ingressarem no projeto, a maioria dos produtores atendidos nunca havia utilizado a técnica de IATF, nem mesmo feito exame de ultrassom no rebanho, o que é fundamental para verificar as condições reprodutivas do animal e tratar de possíveis doenças.


Este é o caso do produtor Rubens Álvares de Faria do sítio Lagoa da Serra, no município de Serra Negra do Norte. “Foi a primeira vez que inseminamos nossas vacas e o resultado foi muito bom. De março a maio, nasceram seis bezerros de IATF, sendo cinco fêmeas e um macho. Ainda tem mais uma vaca prenhe de inseminação, que deve parir no mês de junho”, comemora o produtor.


Rubens conta com o apoio da esposa, Kátia Silene, e da filha mais velha, Raila, para a gestão da propriedade. Com o nascimento dos bezerros, a companhia da filha mais nova, Rhyane, de apenas 4 anos, passou a ser garantida no curral. A menina se apegou tanto aos bezerros que não perde um dia de cuidados com eles. Ela assiste ao trabalho dos pais com atenção e aproveita para acariciar os filhotes, enquanto são tratados.


Bezerros de IATF nascidos na fazenda Logradouro das Várzeas.


Na fazenda Logradouro das Várzeas, em Serra Negra do Norte, o produtor Pedro Gabriel de Araújo também comemora o bom resultado da IATF em sua propriedade. “Começamos a fazer a IATF no rebanho com o projeto Leite Seridó. Desde março, já nasceram cinco bezerros, três machos e duas fêmeas, e ainda tem mais quatros vacas que devem parir em breve”, conta o produtor.


Para Pedro Gabriel, o nascimento dos bezerros de IATF inicia uma etapa importante da fazenda Logradouro das Várzeas. “Isso é o resultado de um trabalho conjunto que começou a ser feito no ano passado, com ajuste de sal mineral, por exemplo, o que ajudou as vacas emprenharem. Com os exames de ultrassom, podemos cuidar melhor da saúde do rebanho e melhorar o planejamento reprodutivo com um todo. Os nascimentos significam que o nosso trabalho tem dado certo e, com o melhoramento genético, podemos aumentar nossa produtividade e o lucro na atividade”, afirma o produtor.


Até o dia 22 de maio, a fazenda Bela Vista, atendida pelo Leite Seridó em Serra Negra do Norte, registrou nove nascimentos de crias de IATF, sendo sete fêmeas e dois machos. O produtor Jarbas Faria de Araújo diz que está muito satisfeito com os resultados da rodada de IATF do projeto em seu rebanho.


Bezerros de IATF nascidos na fazenda Bela Vista.


“Ainda no mês de maio, devemos chegar a dez crias de IATF, pois temos a previsão de mais um nascimento neste mês. Para junho, temos 8 vacas prenhes que devem parir mais bezerros de inseminação. Estamos aguardando o próximo atendimento com diagnóstico de gestação para confirmar a prenhez das 15 vacas que foram protocoladas e inseminadas, na primeira rodada de atendimentos deste ano”, relata Jarbas Faria.


De acordo com o médico veterinário Luiz Sartori, coordenador técnico de projetos de pecuária do IBS, as equipes do projeto trabalham em sintonia, buscando melhorar os aspectos de manejo reprodutivo, sanitário e nutricional para alcançar bons resultados de produtividade, qualidade do leite e melhoramento genético dos rebanhos.


Sartori acrescenta que as equipes têm reforçado para os produtores os cuidados necessários com a saúde e a nutrição, após o nascimento dos bezerros. “Os bezerros devem permanecer juntos da mãe até o término da produção de colostro pela vaca. Posteriormente, podem ficar livres em uma área própria para a categoria animal, onde recebem o aleitamento materno no mínimo duas vezes ao dia”, pontua.


Sobre o Projeto Leite Seridó


Concebido e executado pelo Instituto BioSistêmico, o projeto Leite Seridó conta com apoio de recursos da Fundação Zoetis e do Sebrae/RN. A iniciativa busca promover o desenvolvimento da pecuária leiteira num total de 100 propriedades, com perfil de agricultura familiar, na região do Seridó, no estado do Rio Grande do Norte, região Nordeste do Brasil.


Propõe um conjunto de atividades e recursos de assistência tecnológica, estruturados e modulados em quatro eixos temáticos voltados à melhoria do processo produtivo: boas práticas, manejo reprodutivo, manejo nutricional e manejo sanitário.


O projeto utiliza a metodologia CheckMilk, que conta com uma plataforma com sistema de gestão e aplicativo para as equipes técnicas e para os produtores. O sistema facilita a gestão do projeto e o aplicativo auxilia o produtor no dia a dia, como um suporte, uma extensão da consultoria do IBS que pode ser acessada a qualquer hora na palma da mão.

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