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Leite Seridó proporciona melhorias no manejo nutricional de rebanhos leiteiros no RN

Executado pelo Instituto BioSistêmico, projeto conta com recursos da Fundação Zoetis e do Sebrae/RN




Garantir a oferta de alimento para o rebanho leiteiro ao longo de todo o ano é um dos principais desafios dos produtores de leite no Seridó, região do Rio Grande do Norte que abrange o Bioma Caatinga. As estiagens prolongadas estão entre os empecilhos para os produtores garantirem uma boa nutrição para as vacas nesta região.


Para contribuir no enfrentamento desse desafio, o Instituto BioSistêmico (IBS) tem realizado atendimentos de manejo nutricional, desde 2023, para os produtores atendidos no projeto Leite Seridó, nos municípios de Serra Negra do Norte, Caicó, São Fernando, São João do Sabugi, Cruzeta, Acari, Currais Novos, Lagoa Nova, Cerro Corá, Carnaúba dos Dantas, Parelhas, Santana do Seridó, Jardim do Seridó e Timbaúba dos Batistas.


Na última rodada de manejo nutricional realizada entre os meses de março e abril deste ano, o foco dos atendimentos foi o ajuste de dieta às diferentes categorias animal, além do ajuste do planejamento forrageiro.


“Com o ajuste das dietas concentradas, busca-se elevar a produção de leite diária, aumentar o ganho de peso de bezerros e bezerras, reduzir despesas com o uso inadequado do fornecimento de concentrado, melhorar os resultados reprodutivo, aumentando a taxa de concepção e reduzindo intervalo entre partos”, explica a consultora do IBS, Gilmara Maria dos Santos, que realiza os atendimentos de manejo nutricional do projeto Leite Seridó.


Gilmara relata que, logo nos primeiros atendimentos do projeto em 2023, foi elaborado o planejamento forrageiro de cada propriedade, identificando a quantidade de volumoso necessário para alimentar o rebanho existente durante os oito meses de período seco. Ela acrescenta que os ajustes, aplicados nesses planejamentos na última rodada, buscam aumentar o suporte volumoso para os rebanhos durante a seca, tornando a atividade rentável e lucrativa.


Durante os atendimentos, a consultora fez a verificação das áreas com plantação de forragens, orientando os cuidados para controle de ervas daninhas e pragas, assim como a correção do solo e adubação de manutenção das culturas. Acompanhou o desenvolvimento das áreas de palma forrageira e de Capim Elefante BRS Capiaçu, que foram plantadas a partir de mudas distribuídas pelo projeto Leite Seridó nos primeiros atendimentos deste ano, realizados nos meses de janeiro e fevereiro.


De acordo com a consultora do IBS, em todas as visitas, ela tem reforçado a importância da adequada mineralização do rebanho, de acordo com cada categoria animal, o que contribui para evitar muitos problemas produtivos e reprodutivos na propriedade.


“No início do projeto, muitos produtores não forneciam nenhum tipo de mineral ao rebanho. Hoje, a introdução da mineralização é uma das melhorias observadas nas propriedades. Entre os avanços, também destacamos o aumento da produção de leite e melhoria da conversão alimentar”, afirma Gilmara.


Os próximos atendimentos de manejo nutricional estão previstos para iniciar a partir do mês de agosto e devem seguir durante todo o mês de setembro, passando pelas 100 propriedades que integram o projeto na região do Seridó.



Sobre o Projeto Leite Seridó

Concebido e executado pelo Instituto BioSistêmico, o projeto Leite Seridó conta com apoio de recursos da Fundação Zoetis e do Sebrae/RN. A iniciativa busca promover o desenvolvimento da pecuária leiteira num total de 100 propriedades, com perfil de agricultura familiar, na região do Seridó, no estado do Rio Grande do Norte, região Nordeste do Brasil.


Propõe um conjunto de atividades e recursos de assistência tecnológica, estruturados e modulados em quatro eixos temáticos voltados à melhoria do processo produtivo: boas práticas, manejo reprodutivo, manejo nutricional e manejo sanitário.


O projeto utiliza a metodologia CheckMilk, que conta com uma plataforma com sistema de gestão e aplicativo para as equipes técnicas e para os produtores. O sistema facilita a gestão do projeto e o aplicativo auxilia o produtor no dia a dia, como um suporte, uma extensão da consultoria do IBS que pode ser acessada a qualquer hora na palma da mão.

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