Produtor atendido no Projeto Cooplaf Leite celebra bom resultado da IATF


Das cinco vacas inseminadas, três emprenharam na chácara Vale Encantado


Na chácara Vale Encantado, no Assentamento Patagônia, município de Terenos no Mato Grosso do Sul, o produtor de leite Izidoro Tomaz da Silva, 74 anos, comemora o bom resultado da Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) realizada em seu rebanho. Os procedimentos foram executados durante a primeira rodada de IATF do Projeto Cooplaf Leite realizada no mês de março pela equipe do Instituto BioSistêmico (IBS).


“Três vacas emprenharam das cinco que foram inseminadas. É um resultado muito bom, ainda mais se considerarmos que estamos enfrentando um período de estiagem na nossa região, o que não favorece o rebanho”, afirma o produtor.


Izidoro é um dos 100 produtores atendidos pelo IBS no Projeto Cooplaf Leite. Na recente rodada de atendimento de manejo reprodutivo realizada na segunda quinzena de maio, ele fez questão de acompanhar de perto o diagnóstico de gestação que revelou as três vacas prenhes.


Enquanto o produtor fixava os olhos na tela do aparelho de ultrassom, a consultora do IBS, a médica veterinária Renata Alves, explicava as imagens para ele. “Seu Izidoro era só alegria acompanhando o exame. Dá gosto de ver o entusiasmo dos produtores a cada gestação identificada”, relata a médica veterinária.


Importância do Sal Mineral


De acordo com Renata, um bom resultado de IATF depende de uma série de fatores, principalmente da nutrição e da mineralização, que interferem diretamente no equilíbrio do organismo do animal. O uso de sal branco, por exemplo, é um fator que não favorece a saúde do rebanho, pois não tem minerais, possui somente sódio e cloro na composição.


“O sal branco não suplementa as deficiências de macro e microminerais, essenciais para funções produtivas e reprodutivas. A deficiência de minerais pode causar vários problemas ligados à reprodução, como redução da fertilidade, aborto, nascimento de bezerros fracos ou mortos e retenção de placenta. Ocasiona queda da imunidade do animal, o que o predispõe a outras patologias, além da redução da produção e da qualidade do leite”, explica a consultora do IBS.


Ela destaca que, no lugar do sal branco, o sal mineral deve ser usado como suplemento para os bovinos, pois tem como finalidade complementar as deficiências das pastagens e do concentrado que não são suficientes para suprir essas exigências. Renata acrescenta que o sal mineral é rico em elementos como, por exemplo, cálcio, fósforo, cobre, zinco, enxofre, cobalto, iodo, selênio, cloro e sódio. Cada elemento possui uma função específica no organismo e na digestão de nutrientes.


Izidoro acompanha de perto o diagnóstico de gestação do rebanho


“Procuramos passar essas informações para os produtores para conscientizá-los sobre a importância da substituição do sal branco pelo sal mineral. Temos observado que muitos produtores já deixaram de usar o sal branco e começam a ofertar o sal mineral para o gado”, relata a médica veterinária.


Consciente da importância do sal mineral para as vacas, o produtor Izidoro não usa sal branco para o rebanho da Chácara Vale Encantado há muitos anos. “Eu me esforço para oferecer um sal mineral de qualidade para o gado e acho que vale a pena esse investimento. O sal branco custa menos, mas, na hora dos resultados, o barato pode sair caro”, ensina o experiente produtor.


Sobre o projeto


O Projeto Cooplaf Leite foi concebido pelo Instituto BioSistêmico com o objetivo principal de promover o desenvolvimento da pecuária leiteira junto aos cooperados da Cooperativa Agrícola Mista da Pecuária de Corte e Leiteira e da Agricultura Familiar (Cooplaf), entidade com sede no município de Terenos, no estado de Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste do Brasil.


Executada pelo IBS, a iniciativa conta com apoio de recursos da Fundação Zoetis e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do estado do Mato Grosso do Sul. Também é contemplado com o apoio institucional e acadêmico da Unimar – Universidade de Marília.


Esse é mais um projeto de pecuária executado pelo Instituto BioSistêmico que usa a metodologia CheckMilk, que conta com a plataforma com sistema de gestão e aplicativo para as equipes técnicas e para os produtores. O sistema facilita a gestão do projeto e o aplicativo auxilia o produtor no dia a dia, como um suporte, uma extensão da consultoria do IBS que pode ser acessada a qualquer hora na palma da mão.




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