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Projeto Rio Mais Leite inicia genotipagem A2A2 nos rebanhos atendidos

Testes realizados a campo durante atendimentos de manejo sanitário identificam animais com potencial para produção de leite A2




O leite A2 tem ganhado destaque como uma tendência de mercado associada à busca por produtos diferenciados e voltados a públicos específicos. Produzido por vacas que possuem exclusivamente a beta-caseína A2, esse leite é considerado mais fácil de digerir por algumas pessoas, o que tem ampliado o interesse do setor por ferramentas capazes de identificar essa característica genética nos rebanhos leiteiros.


Nesse contexto, o Instituto BioSistêmico iniciou o rastreamento do perfil genotípico A2A2 no Projeto Rio Mais Leite. A ação foi realizada durante os atendimentos de manejo sanitário, no mês de novembro, nas propriedades atendidas e marcou a primeira rodada de testes rápidos a campo para identificação de animais A2A2 no rebanho.


A genotipagem A2A2 permite mapear vacas com potencial para produzir exclusivamente o leite A2 e pode ser realizada por meio de testes laboratoriais de DNA ou por testes rápidos aplicados diretamente na fazenda. Essa abordagem possibilita que os produtores tenham acesso a informações estratégicas sobre a genética dos animais de forma prática e acessível.


Os atendimentos foram conduzidos pelo médico veterinário e consultor do IBS, William Eduardo da Silva, que explica que os produtores foram orientados a separar previamente amostras de leite e armazená-las de forma adequada para a realização dos testes durante a visita técnica. Além da genotipagem, os atendimentos também incluíram o reforço das boas práticas de manejo sanitário, com a revisão das orientações técnicas trabalhadas ao longo do ano.


“Revisamos tudo o que já foi trabalhado com os produtores, ajustando alguns pontos e reforçando melhorias que trouxeram resultados para a propriedade. É um momento de consolidar o trabalho feito”, explica o consultor.


Aceitação dos produtores e novas perspectivas para o rebanho


Segundo William, a aceitação da tecnologia por parte dos produtores foi bastante positiva, especialmente por desmistificar a ideia de que a genética A2A2 estaria restrita a rebanhos altamente especializados. “Mesmo trabalhando com animais cruzados, todos os produtores atendidos tinham pelo menos um animal A2A2 no rebanho, o que surpreendeu e motivou muitos deles”, relata.


Os atendimentos foram conduzidos pelo médico veterinário e consultor do IBS, William Eduardo da Silva, que explica que os produtores foram orientados a separar previamente amostras de leite e armazená-las de forma adequada para a realização dos testes durante a visita técnica. Além da genotipagem, os atendimentos também incluíram o reforço das boas práticas de manejo sanitário, com a revisão das orientações técnicas trabalhadas ao longo do ano.


“Revisamos tudo o que já foi trabalhado com os produtores, ajustando alguns pontos e reforçando melhorias que trouxeram resultados para a propriedade. É um momento de consolidar o trabalho feito”, explica o consultor.


Aceitação dos produtores e novas perspectivas para o rebanho


Segundo William, a aceitação da tecnologia por parte dos produtores foi bastante positiva, especialmente por desmistificar a ideia de que a genética A2A2 estaria restrita a rebanhos altamente especializados. “Mesmo trabalhando com animais cruzados, todos os produtores atendidos tinham pelo menos um animal A2A2 no rebanho, o que surpreendeu e motivou muitos deles”, relata.


Próximos passos para o fortalecimento da genética A2A2


Atualmente, nenhum dos produtores atendidos possui produção totalmente A2A2 ou realiza a separação do leite desses animais. No entanto, todos passaram a ter os indivíduos positivos identificados no rebanho e receberam orientações sobre a importância de, futuramente, separar esse leite, seja para consumo próprio, venda direta ou possíveis programas de bonificação por parte de laticínios.


Os próximos passos incluem a ampliação do número de animais testados e o fortalecimento do trabalho genético nas propriedades, com a recomendação técnica de acasalamento de vacas A2A2 com touros também A2A2, garantindo a permanência dessa característica no rebanho ao longo do tempo.


A iniciativa reforça o compromisso do IBS em levar inovação, informação técnica e tecnologias aplicáveis à realidade dos produtores, contribuindo para a valorização do leite e o fortalecimento da pecuária leiteira regional.


Sobre o Projeto Rio Mais Leite


Concebido e executado pelo Instituto BioSistêmico, o projeto Rio Mais Leite conta com recursos da Fundação Zoetis e tem como foco o desenvolvimento da pecuária leiteira em 100 propriedades leiteiras com perfil de agricultura familiar, na região Sul do Estado do Rio de Janeiro.


A iniciativa envolve ações de assistência tecnológica organizadas em quatro eixos: boas práticas, manejo reprodutivo, manejo nutricional, manejo sanitário e boas práticas no processamento de queijos artesanais.


O projeto utiliza a metodologia CheckMilk, que inclui uma plataforma digital com sistema de gestão e aplicativo de apoio ao trabalho das equipes técnicas e dos produtores, oferecendo suporte contínuo à rotina das propriedades.

 
 
 

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Checkmilk é uma plataforma digital brasileira para Qualificação e Desenvolvimento de Fornecedores de Leite e tem como propósito prover o mercado lácteo (laticínios e usinas de leite), com soluções e ferramentas de suporte.

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