Projeto Rio Mais Leite avança com terceira rodada de manejo sanitário
- Regina Groenendal
- 13 de out. de 2025
- 2 min de leitura

O Instituto BioSistêmico realizou a terceira rodada de atendimentos de manejo sanitário e de IATF (inseminação artificial em tempo fixo) do Projeto Rio Mais Leite, no mês de setembro, marcando mais um passo no fortalecimento da pecuária leiteira no Sul Fluminense. As visitas técnicas deram continuidade ao trabalho iniciado no primeiro semestre, com foco na sanidade do rebanho, na organização reprodutiva e na consolidação das boas práticas adotadas nas propriedades atendidas.
Os atendimentos foram conduzidos pelo médico veterinário e consultor do IBS, William Eduardo da Silva, e priorizaram ações essenciais para a saúde animal e a qualidade do leite, como orientações sobre higiene de ordenha, protocolos sanitários, controle de parasitas, vacinação e acompanhamento reprodutivo das matrizes.
Tecnologia e metas claras no campo
O consultor destacou o envolvimento dos produtores e o impacto positivo do acompanhamento técnico contínuo. Segundo ele, a adoção de tecnologias reprodutivas e sanitárias tem despertado novos objetivos nas propriedades.
“Quando o produtor entra em um projeto como esse, passa a trabalhar com metas mais claras. A seleção das vacas, a organização do rebanho e a possibilidade de agregar valor ao leite funcionam como estímulos importantes”, afirma.
William ressalta ainda que o reconhecimento do produtor em relação aos avanços obtidos reforça a importância da assistência técnica. “É muito gratificante acompanhar o desenvolvimento das propriedades, ver os produtores satisfeitos com o gado, com a genética e entendendo o papel do melhoramento genético para o futuro da atividade”, completa.
Sanidade e reprodução como pilares da produtividade
Durante a terceira rodada, os produtores receberam reforço técnico sobre práticas fundamentais para reduzir problemas sanitários e melhorar o desempenho do rebanho. Entre elas, o correto manejo antes e após a ordenha, a aplicação de protocolos de IATF e o acompanhamento da saúde das vacas, fatores diretamente relacionados ao aumento das taxas de prenhez e à regularidade produtiva.
O acompanhamento técnico também contribui para corrigir falhas comuns observadas no dia a dia das propriedades, especialmente entre produtores que historicamente não contavam com assistência técnica regular. Com orientações práticas e acompanhamento próximo, pequenas mudanças passam a gerar impactos concretos na produtividade e na sustentabilidade da atividade.
Para a equipe do projeto, o relacionamento construído em campo tem sido um diferencial. “Somos muito bem recebidos e percebemos o interesse genuíno dos produtores em aprender e aplicar o que é orientado. Esse engajamento é essencial para que a tecnologia realmente faça sentido e traga resultados”, destaca o consultor.
Sobre o Projeto Rio Mais Leite
Concebido e executado pelo Instituto BioSistêmico, o projeto Rio Mais Leite conta com recursos da Fundação Zoetis e tem como foco o desenvolvimento da pecuária leiteira em 100 propriedades leiteiras com perfil de agricultura familiar, na região Sul do Estado do Rio de Janeiro.
A iniciativa envolve ações de assistência tecnológica organizadas em quatro eixos: boas práticas, manejo reprodutivo, manejo nutricional, manejo sanitário e boas práticas no processamento de queijos artesanais.
O projeto utiliza a metodologia CheckMilk, que inclui uma plataforma digital com sistema de gestão e aplicativo de apoio ao trabalho das equipes técnicas e dos produtores, oferecendo suporte contínuo à rotina das propriedades.



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